Guia Completo de Vidrarias de Laboratório


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Química é a Ciência que investiga a formação da matéria, suas características e mudanças. Tudo que consiste em transformações e reações sofridas durante o contato com outras substâncias interessa a esta ciência.

Boa parte dos experimentos nesta área é realizada em laboratórios. Para fazê-los de uma forma eficiente, é necessário o auxílio de equipamentos e acessórios. Um dos mais usados pelos profissionais da área são as vidrarias de laboratório.

Nesse guia, vamos conhecer as vidrarias de um laboratório de química mais usadas em análises e experiências.

E também não esqueça de visitar o nosso Guia Completo de Equipamentos de Laboratório.

O que são Vidrarias de Laboratório?

Trata-se de uma categoria de materiais para uso dentro do laboratório. Os Vidros para laboratório são os mais indicados para realizar experimentos químicos e científicos no geral, pois não reagem em contato com as substâncias, na maioria dos casos de experimentos.

Alguns deles podem ser aquecidos sem sofrer nenhum dano, o que torna estes materiais bem resistentes e, se bem higienizados, podem ser utilizados diversas vezes para vários experimentos.

Os vidros para laboratórios que suportam aquecimento, choque térmico e contato com variados elementos químicos possuem um ingrediente especial em sua composição: o vidro Borossilicato. Em seu processo de fabricação, é usado boro junto com os elementos do vidro comum.

Veja agora os diferentes tipos de vidros dos quais as vidrarias para laboratórios podem ser feitas.

  • Vidro Comum: possui um valor mais acessível, porém tem baixa resistência química e mecânica. Por esta razão não pode ser aquecido.
  • Vidro Pirex: tem um custo maior e costuma ser mais utilizado. Porém tem baixo coeficiente de dilatação. Pirex é o nome comercial dos vidros com Borossilicato.
  • Vidro Quartzo Fundido: tem maior custo que os outros, sendo altamente resistente a transformações bruscas de temperaturas, além de não apresentar deteriorações químicas. Geralmente é feito apenas do quartzo, sem ter adição de nenhum outro elemento.
  • Vidro Temperado: aguenta temperaturas muito elevadas e não reage com a maior parte das substâncias químicas.

Vidros de Laboratório Mais Comuns

Listamos abaixo os nomes dos vidros usados em laboratórios e a função de cada um deles.

Becker

Uma espécie de copo que possui um bico direcionador que ajuda bastante no momento de transferir o líquido para outro local, evitando assim que a substância caia fora do espaço desejado. Pode ser encontrado em tamanhos diversos para atender melhor suas necessidades. Usado para preparar soluções, fazer medições de volume, aquecer líquidos, etc.

Becker de Vidro

Erlenmeyer

Serve para preparar e guardar soluções. Devido a sua geometria (tem formato de cone), ele auxilia na hora de misturar os líquidos, evitando que espirrem para fora do recipiente.

Frasco Erlenmeyer de Vidro

Proveta

Usada para medir líquidos com mais precisão, pois possui graduação em seu corpo. A transferência do líquido é feita através do seu bico direcionador, o que impede que o material se perca. Pode ser encontrada em diversos tamanhos e não deve ser aquecida.

Proveta Graduada

Kitassato

É usado para fazer filtração a vácuo, ou seja, usando a sucção. Ele possui um pequeno duto na região mediana do gargalo que acelera o processo, evitando que o sólido filtrado seja contaminado. Normalmente é usado em conjunto com outros materiais, como a bomba de vácuo e o funil de Büchner, por exemplo.

Frasco Kitassato

Tubo de Ensaio

Esse utensílio é um dos mais conhecidos. É comum vê-lo em filmes e desenhos de ficção científica. Costuma ser utilizado para fazer reações químicas de pequena escala e análises e coletas de amostras em pequenas porções.

Tubo de Ensaio de Vidro

Funil Comum

Usado para filtrar misturas com o auxílio do papel de filtro e para transferir líquidos de um recipiente para outro.

Funil de Vidro Comum

Balão Volumétrico

Utilizado para medir volumes precisos e produzir soluções que tenham uma quantidade bem definida.

Balão Volumétrico de Vidro

Balão de Fundo Chato

É um balão de vidro com um gargalo, uma extremidade mais fina para entrada e saída das substâncias; possui um fundo achatado que permite que o recipiente fique inerte em cima de uma superfície, como um tripé, por exemplo. Ele é utilizado para preparar soluções ou realizar reações envolvendo gases.

Balão de Fundo Chato

Balão de Fundo Redondo

Ele é um recipiente instável, não pode ficar em pé sobre uma superfície. Usado para experiências em que há aquecimento, principalmente em sistemas de destilação, bem como evaporação a vácuo.

Balão de Fundo Redondo

Balão de Destilação

Vidraria utilizada para destilação. Ela é constituída de Borossilicato e possui um fundo chato. Tem um braço que costuma ser ligado a um condensador.

Balão de Destilação

Vidro de Relógio

Tem esse nome, pois se parece com o vidro de um relógio de pulso. Ele é usado para medir a massa de pequenas substâncias de sólido e transferi-las para outro recipiente. Pode ser usado para análise de evaporação em pequena escala também.

Vidro de Relógio

Pipeta Volumétrica

Possui uma cavidade na extensão do seu canal. É usada para medir e fazer transferência de apenas um volume líquido. Ela não deve ser aquecida e possui grande precisão de medida.

Pipeta Volumétrica

Pipeta Graduada

Esse utensílio é usado para medir volumes pequenos, mas não possui a precisão da pipeta volumétrica. Não deve ser aquecida.

Pipeta Graduada

Bureta

Ela possui uma torneira que torna possível controlar o gotejamento. Ela permite medir o volume de líquidos de modo muito preciso, mas o aperto excessivo ou insuficiente na torneira pode causar vazamentos indesejados. Esse aparelho é usado em titulações volumétricas.

Bureta Graduada de Vidro

Funil de Separação

Utilizado para separar misturas líquidas heterogêneas através do escoamento. Também é conhecido como funil de decantação.

Funil de Separação

Placas de Petri

Estas placas de vidro têm formato de cilindro e são achatadas. Existem com o objetivo de desenvolver e de observar culturas, como a germinação de plantas ou o avanço de determinados micro-organismos. Podem também ser fabricadas em plástico ou aço.

Placa de Petri

Bastão de Vidro

Usados para agitar e/ou transferir líquidos de um recipiente para outro. Trata-se de uma espécie de misturador. Costuma ser fabricado em vidro para evitar que a substância dentro do recipiente passe por qualquer tipo de reação química. Também chamado de Baqueta.

Bastão de Vidro

Dessecador

Usado para guardar substâncias em seu ambiente interno com a finalidade de diminuir a umidade delas.

Dessecador de Vidro

Frascos de Armazenamento

São utilizados para armazenar substâncias e soluções químicas, sendo fabricados nas versões com e sem tetina de borracha para conta gotas. Também podem ser encontrados em vidro transparente ou âmbar. Neste último caso, para armazenar substâncias que possuam sensibilidade à luz.

Frasco de Armazenamento de Reagente

Gral e Pistilo

São utilizados para triturar sólidos e em reações que não envolvam solventes. Também podem ser fabricados em porcelana. Popdem ser chamados de Almofariz e pistilo, também.

Gral e Pistilo de Vidro

Condensador

Vidraria utilizada com o objetivo de condensar os vapores provenientes dos líquidos que são aquecidos. É usado também em destilações e em reações em refluxo. É frequentemente utilizado junto com o balão de destilação e costuma ser encontrado em três formatos: reto, de serpentina e de bolas.

Condensador de Vidro

Lamparina

Utilizada no teste da chama e em experiências de pequena escala em que é necessário aquecimento.

Lamparina de Vidro

Picnômetro

Utilizado na indicação da densidade de substâncias.

Picnometro de Vidro

Viscosímetro

É utilizado para determinar a viscosidade dos fluidos.

Viscosímetro

Coluna Cromatográfica

É utilizada no processo de cromatografia, no qual as substâncias são purificadas e separadas.

Coluna Cromatográfica

Cuba

As Cubas de vidro são usadas em procedimentos de cromatografia e em coloração de lâminas, bem como nos banhos de gelo. Elas podem ser encontradas em diversos formatos e modelos.

Cuba de Vidro

Como é feita a limpeza das vidrarias de laboratórios?

A limpeza das vidrarias de laboratório deve ser feita de uma maneira que conserve as propriedades do material. As características físicas fundamentais de sua boa utilização não podem ser alteradas.

Existem diferentes formas de esterilizar esses equipamentos e os laboratórios contam com o auxílio de algumas ferramentas para realizar esse procedimento com êxito. Essas etapas devem ser realizadas com cuidado e por uma pessoa capacitada, seguindo sempre as regras de segurança.

Veja algumas das técnicas de esterilização:

Limpeza comum

Lavar o material em água corrente e usar detergente, se for necessário. Também utilizar água destilada. Por fim, basta lavar com água corrente pura novamente.

O material volumétrico pode secar em temperatura ambiente; o não volumétrico deve, preferencialmente, ser levado à estufa. Os tubos de ensaio depois de lavados devem ser colocados invertidos na estante a fim de que sequem.

Para limpezas mais rígidas, talvez seja necessário usar outras soluções especiais como, por exemplo, a solução sulfocrômica.

Esterilização

Alguns dos processos de esterilização realizados em laboratórios são feitos através da Autoclave. Ela tem a capacidade de esterilizar matérias mediante ao vapor sob pressão.

Em muitos casos, é utilizada para esterilizar objetos ou produtos antes de serem descartados. Quando não houver necessidade de descarte, alguns utensílios passam primeiro pelo processo na autoclave e em seguida na estufa.

Flambagem

Esse processo acontece quando os objetos são passados na chama do Bico de Bunsen para serem esterilizados. Os objetos de vidro devem ser passados várias vezes na chama, a qual deve estar azul.

Estufa

É um equipamento bastante comum nos laboratórios e seu papel é esterilizar os utensílios a seco.

Equipamentos de segurança no laboratório

Algumas regras e comportamentos devem ser seguidos para evitar acidentes e riscos químicos. Os usuários de laboratórios estão envolvidos a todo instante em atividades que apresentam alto teor de risco. Por isso é essencial terem conhecimento básico de algumas regras de segurança no laboratório.

Os EPCS (Equipamentos de Proteção coletiva), e EPIS (Equipamentos de Proteção Individuais) são utilizados para minimizar a exposição de trabalhadores aos riscos e, em casos de acidentes, diminuírem suas consequências.

Veja abaixo alguns exemplos desses equipamentos.

EPCS

  • Chuveiro para olhos
  • Chuveiro de emergência
  • Extintor de incêndio
  • Capelas – sua finalidade é garantir a qualidade do ar no laboratório. Devem-se usar as capelas sempre que se for fazer experimentos com solventes voláteis, tóxicos e materiais que podem causar reações perigosas e explosivas.

EPIS

  • Óculos de proteção
  • Luva
  • Jaleco de mangas compridas
  • Sapatos fechados
  • Máscara
  • Touca de proteção
  • Protetor facial

Medidas de segurança dentro de um laboratório

  • Não levar objetos pessoais para a parte interna do laboratório.
  • Não usar lentes de contato, pois elas podem absorver produtos químicos e causar lesões nos olhos.
  • Não usar relógios, pulseiras, anéis ou qualquer ornamento durante o trabalho.
  • Não ingerir nenhum alimento ou bebida dentro do espaço.
  • Não fumar.
  • Nunca testar reagentes ou amostras pelo sabor e odores.
  • Durante o transporte de substâncias, não as carregar com as mãos. Utilize uma bacia ou alguma caixa segura.
  • A bancada deve sempre estar limpa, livre de objetos e desinfetada com álcool 50%.

Os usuários devem ter conhecimento de todas essas regras e fazerem o manuseio dos equipamentos de segurança no laboratório com o máximo de cuidado. É essencial conhecer todos os reagentes, estar ciente dos riscos químicos e saber identificar os símbolos de perigo.

Também é muito importante conhecer a procedência das vidrarias de laboratório e escolher uma empresa de confiança, que trabalhe com vidros de qualidade como a Loja Netlab.

Leia também o nosso Guia Completo de Equipamentos de Laboratório.


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